ANIVERSARIANTES DA SEMANA   

21-Rivanda Belmont

22-Isabel Cristina

24-Celeida Maria

25-Verônica Carlos

27-Severino Rafael (R. do Sol)

27-Edileuza Marcolino (E. Sátiro)

 

INTERCÂMBIO MOCIDADES (27/10): no próximo sábado, haverá em nosso templo o intercâmbio de nossa mocidade com a mocidade da Igreja Batista de Itapororoca/PB. Já houve um intercambio nosso com aquela igreja em Itapororoca, e no sábado em questão haverá a reciprocidade. A programação do culto é de responsabilidade da IB/IOO. Toda a Igreja está convidada para prestigiar esse evento.

CULTO COMEMORATIVO: no próximo domingo à noite teremos um culto comemorativo da Reforma Protestante. O pastor da Igreja irá pregar sobre os pontos teológicos da Reforma Protestante - os cinco Solas. Na introdução da mensagem o Pr. Eudes fará uma panorâmica sobre esse fato histórico.

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O Perigo do ressentimento

 

 
     Segundo o Dicionário da língua portuguesa Larousse, ressentimento é “magoa que se guarda de uma ofensa; rancor”.
  A Bíblia diz que tudo o que foi escrito para o nosso ensino foi escrito (Rm 15.4). Assim sendo iremos enfatizar nesta reflexão um episódio que fala do resultado danoso do ressentimento que perdurou durante várias gerações, no caso o que envolveu o relacionamento dos descendentes de Esaú e os do seu irmão Jacó. O episódio relatado pela Bíblia remonta ao período patriarca, a época de Isaque filho de Abraão. Deus soberanamente já tinha definido que do ventre de Rebeca, esposa de Isaque, iria ser gerada duas nações correspondente aos gêmeos que estavam no seu ventre. Deus tinha revelado a Rebeca que o maior serviria ao menor, ou seja, o primeiro que nascesse que fora Esaú, iria, ao longo da historia, servir ao seu irmão Jacó que nascera agarrado ao seu calcanhar. No desdobramento do drama, Jacó aproveita-se da fraqueza de seu irmão Esaú e lhe compra, por um prato de comida, o direito de sua primogenitura. No final da vida de Isaque, que já estava cego, Rebeca e Jacó, seu filho, uniram-se para enganar o velho patriarca, e usando de um expediente eticamente incorreto tomou a benção destinada a Esaú.
   Esse episódio trouxe um profundo ressentimento ao coração de Esaú que resolveu matar seu irmão Jacó assim que seu pai Isaque falecesse, sendo esse proposito frustrado pelos desígnios de Deus.  
  O ressentimento de Esaú, apesar da paz celebrada entre ele e Jacó, passou para o coração de seus descendentes (os edomitas) que em diversos momentos da história de Israel se aliou aos inimigos históricos do povo de Deus. Isso se tornou tão ostensivo que o Senhor usou alguns de seus profetas para trazer uma mensagem de juízo sobre os descendentes de Esaú. (Leia o livro de Obadias e também Jeremias 49.7-22). Olhando para os textos citados, observamos que o ressentimento desaguou em ações de violência contra o povo de Deus.
   Contextualizando a mensagem do drama passado, alertamos a todos a não guardarem no coração ressentimento de ninguém, por mais grave que tenha sido a ofensa, pois o ressentimento, segundo o que se extrai do episódio citado, gerou o ódio e o ódio gerou ações de violência e as ações de violência tiveram uma resposta vingativa da parte de Deus.
   Considerando o estrago que o ressentimento pode causar na vida do cristão, ele não deve, por hipótese alguma acalentar esse sentimento pecaminoso no coração, sob pena de está estragando a sua vida e a de outros.
  O remédio que a santa Palavra de Deus nos apresenta para a vitória sobre o ressentimento no coração é o exercício do perdão, que devemos dispensar aos nossos ofensores, e deixar que Deus faça as devidas retribuições, pois Ele não autorizou ninguém a se vingar a si mesmo. “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira (de Deus), porque está escrito: Minha é a vingança eu recompensarei, diz o Senhor” Rm 12.19.
  O perdão, amados, é o segredo da vitória para esse grande mal, principalmente para os componentes da família de Deus. “Suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro; assim como o Senhor vos perdoou, assim fazei vós também” Cl 3.13.                    
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti