ANIVERSARIANTES DA SEMANA   

16-Dc. José Marçal Jr.

19-Sara Mizraim

ORANDO PELAS FAMÍLIAS

Coloquemos diante do altar do Senhor, nesta semana, a família do Diácono João Bosco (Bosco, Socorro, Jonas e Joanne). “Orai uns pelos outros para que sareis”.

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O espaço de cada um

 

Deus graciosamente deu dons (naturais e/ou espirituais) aos seus filhos para realizarem a sua obra. Além de dar dons, Deus definiu o espaço de cada um para que nesse espaço os seus servos O servissem fielmente. Para reforçar essa idéia nos reportaremos ao início da organização do estado israelita, na época de Moisés. Depois de tirar o povo de Israel do Egito com mão poderosa, Deus o levou ao monte Sinai e ali entregou a lei que dali em diante iria nortear a vida do seu povo, mandou Moisés construir um santuário móvel (o tabernáculo), instituir o sacerdócio e organizar o exército. Para ministrar no serviço religioso Deus graciosamente escolheu a tribo de Levi. O Senhor definiu ainda que uma família da tribo de Levi (a família de Arão) iria oficiar dentro do tabernáculo como sacerdotes e o restante dos levitas foram designados por Deus para servir no tabernáculo na sua instalação, na guarda, desinstalação e no transporte do mesmo quando desmontado.

A tribo de Levi tinha três famílias (coatitas, gersonitas e meraritas), cada uma dessas famílias fora responsabilizada por Deus com tarefas especificas. Aos coatitas fora dada a responsabilidade de transportar os vasos sagradas do santuário (a arca da Aliança, o altar de incenso, o altar do holocausto, a mesa dos pães, o candelabro de ouro e a bacia de lavar). As outras duas famílias cabiam desmontar e transportar a estrutura do tabernáculo, cada uma com as partes definidas pela orientação do próprio Deus. Aos gersonitas e meraritas foram dados seis carros de bois para esse transporte, mas aos coatitas não foi dado esse recurso, pois Deus determinara que o transporte dos vasos sagrados devia ser feito nos ombros deles.

Segundo o texto sagrado os levitas serviam a Deus em seus respectivos ministérios por um período de vinte e cinco anos (dos vinte e cinco aos cinqüentas anos). (Veja o registro disso no livro de Números, capítulos 1.47-54; 3.1-39; 4.1-49; etc). Observem que foi o próprio Deus que definiu a atribuição de cada um, ou seja, o espaço onde aqueles homens deveriam servir com alegria e fidelidade.

Reportando-nos ao Novo Testamento, Paulo disse que Deus graciosamente colocou no corpo, a Igreja, os membros como Ele quis. “Mas, agora, Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis” 1 Co 12.18. Diz-nos ainda Paulo que Deus deu dons aos homens para que pudessem servi-Lo com eficácia. “Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo. Pelo que diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro e deu dons aos homens” Ef 4.7,8. Diz-nos ainda Paulo que nós somos despenseiros dos mistérios de Deus. Paulo nos diz também que o servo de Deus deve servir com fidelidade. “Que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. Além disso, requer-se nos despenseiros que cada um se ache fiel” 1 Co 4.1,2.

Queridos irmãos! Faz-se necessário que despertemos para essa grande verdade. Deus tem uma obra a ser executada neste mundo e nós somos peças importantes nesse serviço. É mister que descubramos os dons que Deus nos deu, ou melhor, as nossas habilidades e as consagremos ao Senhor e O sirvamos naquele espaço que Ele nos reservou na Igreja. Se você tem dificuldade para ocupar o espaço que Deus reservou para você ponha os seus joelhos no chão e peça a Ele que abra as portas para que você seja um membro útil no corpo de Cristo, que é a Sua Igreja. Não queira por hipótese alguma entrar numa área que Deus não reservou para você. Conforme-se com aquilo que Deus lhe deu. Agora naquilo que Deus lhe deu (os dons e os espaços) faça o melhor que puder, pois você está servindo a Deus e não ao homem. Outra coisa a considerar é que esse serviço deve ser prestado a Deus através da Igreja. Não existe ministério sem a benção e a participação da Igreja. Paulo disse que é pela Igreja que a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades (Veja Ef 3.10). 

Pr. Eudes Lopes Cavalcanti