ANIVERSARIANTES DA SEMANA   

25-Risolene Fernandes

26-Jaciara Araújo

27-Valdilene Régis

ORANDO PELAS FAMÍLIAS

Coloquemos diante do altar do Senhor, nesta semana, a família do Presb. José Diniz (Diniz, Lúcia, Laércia, Laélia, Og, Makobi e Nícolas). “Orai uns pelos outros para que sareis”.

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O Milênio

     Um outro tema a ser tratado no programa escatológico geral  de Deus segundo as Escrituras, é o Milênio. Os profetas antigos previram um tempo em que Deus iria implantar um reino, através de um representante seu onde imperasse a paz, a justiça e a prosperidade (Isaías 11; Dn 2.44; 7.13,14,27;...). Esse representante seria da casa real de Davi – o Messias. “Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre” 2 Sm 7.16. Esse reino iria submeter todos os reinos do mundo, que passariam para o seu controle. “Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu, levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo, esmiuçará e consumirá todos estes reinos, e será estabelecido para sempre” Dn 2.44 (Veja ainda Dn 7.13,14, 27).

    Devido à reiterada ênfase nesse reino nos escritos do Antigo Testamento, na época em que Jesus viveu neste mundo havia uma expectativa muito grande, por parte dos judeus, inclusive de seus discípulos, quanto à sua implantação. “Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?” Atos 1.6.

      A expressão Milênio foi tirada do texto de Apocalipse 20.1-4, onde há uma referência a um reino de mil anos, onde são mencionados os salvos ou a Igreja e Cristo, o Rei.

     Os estudiosos bíblicos se dividem quanto à interpretação do Milênio, havendo três escolas de interpretação: 1) Existem aqueles que interpretam o Milênio como um reino literal, cuja capital será Jerusalém e que o rei Jesus governará o mundo com a Igreja, como rei de Israel, e que esse reino durará mil anos.  Acreditam, eles, que a segunda vinda de Cristo inaugurará o Reino Milenial – são os Premilenistas; 2) Outros entendem que o Milênio não é necessariamente um período de mil anos e sim um período de tempo indeterminado em que as instituições sociais do mundo inteiro serão melhoradas, graças à poderosa ação do Evangelho, trazendo para o mundo um período de paz, justiça e prosperidade nunca visto, e que a segunda vinda do Senhor dar-se-á logo após esse período – são os Posmilenistas; Outros entendem que a mensagem do livro de Apocalipse é apresentada de forma simbólica, portanto, não se pode entender o Milênio como um reino literal e sim de natureza espiritual, símbolo da vida perfeita dos crentes nos céus. Esse segmento diz ainda que o Milênio é o símbolo do reino de Cristo no coração dos crentes, fazendo-os gozar de paz com Deus, alegria e felicidade plena – são os Amilenistas.

      Os Premilenistas ainda se dividem em Premilenismo Histórico e Premilenismo Dispensacional, conforme descritos a seguir: 1) Premilenismo Histórico - A Segunda Vinda do Senhor dará ocasião ao estabelecimento do Reino Milenar. O Milênio é considerado um reino político onde Cristo governará o mundo durante um período de 1.000 anos. Nesse reino a Igreja governará com Cristo e será um período de paz, prosperidade e justiça. Os Premilenistas Históricos são Postribulacionistas, acreditam que a Igreja passará pela Grande Tribulação sendo preservada pelo Senhor nela; 2) Premilenismo  Dispensacional - O Milênio é considerado um período dispensacional de 1.000 anos literais. A Segunda Vinda do Senhor terá duas fases sendo uma secreta para a Igreja e a outra visível para estabelecer o Reino Milenial. Nesse reino haverá uma distinção entre a Igreja, a nação de Israel e o mundo gentílico. O Senhor Jesus governará o mundo como rei messiânico prometido a nação de Israel, como príncipe da casa real de Davi.

      Considerando que a mensagem do livro de Apocalipse nos é apresentada de forma simbólica, e que a única referência a um reino de mil anos se encontra nele, é melhor optar pela linha Amilenista por uma questão básica de coerência na interpretação desse precioso livro. Com isso descartamos a ideia de um milênio literal bem como a ideia de um Milênio produzido pela pregação do Evangelho, tendo em vista que a Bíblia nos diz que, na medida em que se aproxima o fim de todas as coisas, o mundo piorará. Deve-se considerar, também, que uma opção literal do Milênio tem que se pensar nesse reino também para o estado israelita da atualidade, o que é incoerente dentro do esquema geral das Escrituras, que contempla os remanescentes judeus com as bênçãos celestiais no programa geral da Igreja, que é formada de judeus e gentios.

                                     Pr. Eudes Lopes Cavalcanti