ANIVERSARIANTES DA SEMANA   

09-José Afonso (E. Sátiro)

10-Neusa de Moura

12-Edvando Bonifácio (Dc. R. do Sol)

14-Mª Teodória

15-Mª Eliane

Reuniões administrativas final de ano

13/12 – Reunião do Conselho Eclesiástico;

21/12 – Confecção Calendário 2019;

23/12 (M) - Assembleia da Igreja (homologação diretorias, recepção membros e separação para o oficialato )  

 

JANTAR DE CONFRATERNIZAÇÃO: o nosso jantar de confraternização será no dia 31/12, logo após o culto de final de ano. O culto será no horário das 21 às 23h, seguindo-se o jantar, que será no estilo americano. O Pb. Evandro José será o coordenador desse evento.

Tamanho da letra:

 

O Senhorio de Cristo na Igreja

 

    A Bíblia Sagrada nos revela os ofícios de Cristo que são Profeta, Sacerdote e Rei. Como Profeta Jesus foi o grande porta voz de Deus. “Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho” Hb 1.1. Como Sacerdote Jesus ofereceu-se a si como sacrifício pelos pecados do seu povo e, também na glória, intercede por ele. “Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu ou, antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós” Rm 8.34. Como Rei Jesus governa o universo e principalmente a sua Igreja. “Todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos pés. Ora, visto que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou que lhe não esteja sujeito” Hb 2.8.

   No que se refere ao governo, reinado ou senhorio de Cristo sobre a Igreja ele abrange tudo o que acontece nela, quer tratando-se de crentes individuais quer se tratando de igrejas locais. Nada acontece na vida de um servo de Deus ou de uma igreja sem uma permissão clara Sua ou sem uma ordem expressa Sua. Isto quer dizer que Deus através de Cristo tem o controle absoluto sobre a Sua Igreja, sobre o seu povo, e faz na vida dela o que lhe apraz, cabendo a nós seus servos apenas nos calar, aceitar humildemente a Sua soberana vontade e adorar.

    A nossa Igreja foi recentemente abalada por um terrível vendaval, mas graças a Deus que iremos sair dele, aliás, já estamos saindo, é verdade que com algumas perdas, a exemplo do que ocorreu com o barco em que o profeta Jonas estava, que para salvá- lo os marinheiros tiveram que aliviá-lo da carga que levava (Jn 1.5). Nesse episódio doloroso que tanta tristeza trouxe ao coração da grande maioria da Igreja, Deus estava fazendo a Sua santa e soberana vontade, criando circunstâncias e removendo pessoas importantes a quem Ele quis tirar, inclusive revelando segredos de corações. Olhando o assunto sob a perspectiva divina ninguém coloca liderança dentro da Igreja a não ser o Senhor da Igreja e ninguém a tira senão o Senhor. “ele muda os tempos e as horas; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e ciência aos inteligentes. Ele revela o profundo e o escondido e conhece o que está em trevas; e com ele mora a luz” Dn 2.21,22. Diante disso, se alguém quiser reclamar, reclame do Senhor da Igreja que fez isso.

   Permitam-me contar uma experiência pessoal que mostra a direção de Deus sobre o assunto: fui batizado na Igreja Presbiteriana de João Pessoa na adolescência. Aos dezenove anos fui consagrado diácono naquela Igreja. Com vinte e um anos  mudei-me para a Igreja Congregacional de João Pessoa onde servi a Deus como diácono, presbítero e depois como pastor auxiliar, cumprindo fielmente as minhas obrigações, sem causar nenhum problema ou dano aquela igreja. Passei trinta e dois anos nela, mas Deus tinha um propósito na minha vida em relação ao pastorado e criou circunstâncias que me levaram a transferir-me para a III IEC/JPA, onde servi primeiro como pastor auxiliar do Pastor Wilton sem lhe causar nenhum constrangimento, mesmo sendo, nessa época, presidente da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil, e depois como titular após a sua saída para o Bessa. Quando saí da 1ª IEC/JPA saí pela porta da frente, fizeram um culto de despedida e preguei na ocasião. Quando saí, ninguém saiu comigo, só a minha família. Para poupar o rebanho de Deus fiz o possível para que ninguém visse em mim nada mais do que o testemunho de um servo que servia a Deus com desprendimento.

 

Pr. Eudes Lopes Cavalcanti