ANIVERSARIANTES DA SEMANA   

25-Risolene Fernandes

26-Jaciara Araújo

27-Valdilene Régis

ORANDO PELAS FAMÍLIAS

Coloquemos diante do altar do Senhor, nesta semana, a família do Presb. José Diniz (Diniz, Lúcia, Laércia, Laélia, Og, Makobi e Nícolas). “Orai uns pelos outros para que sareis”.

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O amor supera preconceitos

     Estamos num mês chuvoso, eu, particularmente, amo a chuva. Quando criança não perdia um dia de aula nesta época do ano somente porque queria tomar banho de chuva no caminho para a escola. Fazia barquinho de papel para vê-lo descer córrego abaixo. Correr pela rua com meus amiguinhos, era uma farra!

    Mas a chuva não serve apenas para as delícias infantis, ela é importante para o cultivo do alimento, para matar a sede, o sertanejo que o diga! Para a higiene corporal, higiene da casa, higiene hospitalar, o médico sabe muito bem a importância da água. Enfim, todas as utilidades que bem conhecemos desse bem maior da humanidade que é a água.

   Os meses de chuva trazem também certa nostalgia aos nossos corações; é um mês em que as emoções parecem ficar mais afloradas; é o mês das mães, das noivas, é mês do lar nas Igrejas congregacionais. É um tempo bom para ficar mais recluso no aconchego do lar tomando uma sopinha quente; ficar embaixo do cobertor lendo um bom livro. E é tão bom quando a gente chega às vezes todo molhado da chuva por ter esquecido o guarda-chuva, então tomamos um banho quentinho, vestimos uma roupa quentinha; como é bom ter um lugar seguro e aconchegante para onde voltar. Contudo, acontece algo em meu coração, principalmente à noite quando a chuva está intermitente: eu fico muito triste e choro em lembrar-me dos meus irmãozinhos que estão na rua, sem teto, sem cama, sem agasalho, sem cobertor, sem um alimento quentinho, sem ter onde reclinar a cabeça e por isso, talvez, muitas vezes, se embebedam para suportar a fome e  o frio durante as madrugadas; sofrem a falta de um lar, de uma família, de alguém que os abrace, que dê uma palavra de conforto. Há quem faça isso, mas são poucas pessoas e, infelizmente, há aquelas que os discriminam, que os chamam de vagabundos e outros até que conseguem atear-lhes  fogo, que os matam sem dó nem piedade têm crescido conforme ouvimos e vimos na mídia.

      Se você tiver um pouco de empatia, coloque-se no lugar dessas pessoas, e perceba como é difícil ter sua vida privada num espaço público. Imagine-se dormindo num chão, numa noite de chuva sem um cobertor; sem segurança, entregue à sorte numa sociedade tão violenta. Imagine-se acordando no meio da rua, sem ter um banheiro para sua higiene; sem ter um cafezinho quente para tomar; sem ter uma família nem um lar para onde voltar após um dia cansativo de trabalho, porque a maioria dos moradores de rua trabalha; eles cuidam dos carros, lavam carros, limpam para-brisas dos carros dentre outros chamados trabalho informal. A população em situação de rua não é só pedinte ou drogado,  muitas vezes essas pessoas procuram o seu sustento.

     Portanto, não discrimine, apenas ame como Jesus amou; apenas ofereça o melhor como Deus ofereceu o seu Filho para salvar o pecador, inclusive eu e você. Somos todos irmãos. Lembra-se que viemos do mesmo tronco da árvore genealógica! Pois é, todos somos descendentes de Adão e Eva, por isso, lembre-se do seu irmãozinho que vive nas ruas.

     Mas, graças a Deus, que há muita gente contribuindo de alguma forma para ajudar a população em situação de rua. O Globo Repórter mostrou quantos cristãos têm ajudado a essas pessoas a melhorarem de vida. A reportagem mostrou diversas histórias de moradores de rua e que muitos deles estão ali não por escolha própria, mas por problemas diversos.

      Acredito, amados irmãos, que a igreja pode mudar a vida dessas pessoas através do evangelho do Senhor Jesus que é poder de Deus. Jesus é o mesmo que quer salvar, libertar, abrir portas, curar, resgatar pessoas da pobreza extrema, da miséria do álcool, das drogas, do crack. Eu acredito nisto!

     Todos poderemos contribuir, é fácil: doe material de higiene pessoal; material de limpeza; doe roupas, agasalhos. Faça um lanchezinho e leve para eles no final da tarde, quando eles começam a “via sacra” em busca de papelão para fazer a sua cama, quando eles buscam uma marquise para se abrigar.

     É tão pouco para nós a quem Deus deu tudo: salvação, emprego, um lar, uma família e uma igreja maravilhosa como a nossa. É tempo, é tempo, o Mestre está voltando!

                                         Profª Virgínia Macêdo