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Um Coral como instrumento de louvor

 

Deus no seu programa eterno determinou a existência da Igreja tanto na sua expressão universal como na sua expressão local. A Igreja Universal se expressa neste mundo através da Igreja local a quem Deus deu quatro grandes ministérios a serem exercidos no cotidiano de sua vida eclesiástica: Adoração, Edificação, Proclamação e Beneficência.

Para o exercício desses ministérios de uma forma eficaz o Senhor concedeu aos componentes da Igreja dons naturais e/ou espirituais.

A todos o Senhor graciosamente concedeu a voz para, dentre outras coisas, expressarem a sua gratidão ao Pai Celestial em forma de louvor, que faz parte do ministério da adoração da Igreja. Ainda nessa linha de raciocínio o Senhor graciosamente deu as vozes timbres diferente com sonoridades de baixo, contralto, tenor e soprano, que são as vozes que harmonizadas formam um coral.

A primeira notícia que temos na Bíblia de um coral organizado mais ou menos nos moldes atuais é da época do rei Davi (1 Cr 25.1-39). Nessa organização três homens se destacaram: Asafe, Hemã e Jedutum. Os seus filhos eram cantores e instrumentistas. Todos somavam 288 pessoas consagradas para o serviço no santuário. “E era o número deles, juntamente com seus irmãos instruídos no canto ao SENHOR, todos eles mestres, duzentos e oitenta e oito” 1 Cr 25.7. Esses cantores que, sob a orientação de seus pais, celebravam ao Senhor eram levitas, separados por Deus exclusivamente para esse ministério.

Diz-nos o texto sagrado que esses homens quando exerciam o seu ministério de louvor estavam profetizando, ou seja, estavam trazendo uma mensagem cantada em nome do Senhor. E essa mensagem era uma mensagem abençoada e abençoadora que servia para edificação, consolação e exortação, conforme Paulo nos revela sobre o ministério profético na Igreja. “Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação” 1 Co 14.3. Ainda sobre o assunto é bom lembrar que esse coral cantava os salmos disponíveis na época. O livro de Salmos da Bíblia Sagrada era o hinário do povo de Deus do passado.

Ainda de acordo com o texto sagrado os componentes daquele coral eram pessoas preparadas, mestres na área do cântico. Evidentemente se eram mestres é porque eram especialistas, treinados para se apresentar nas celebrações no santuário. Isso implicava em ensaios e treinamentos contínuos, pois eles entendiam que deviam se preparar melhor para bem servir ao Senhor. É bom lembrar também que não era só o preparo técnico que faziam para se apresentar no santuário, mas também cuidavam da vida devocional para manterem a unção do Espírito sobre eles, pois, estavam profetizando na casa do Senhor (1 Cr 25.1).

Amados, hoje estamos celebrando ao Senhor pelo aniversário do Conjunto Coral da III Igreja Evangélica Congregacional de João Pessoa. Agradecemos a Deus pela existência do Coral Filhos do Rei, pela vida desses abnegados irmãos que fazem essa instituição e que tem se doado para melhor servir ao Senhor na área para a qual foram chamados. A todos manifestamos a nossa gratidão como Pastor Titular da III IEC/JPA, mui especialmente ao Presb. Adelson Alexandre, diretor do DLOV, a Murilo, diretor do Coral e a Christyanne, regente. Queira o bondoso Deus recompensar a esses irmãos bem como a todos o restante da diretoria do coral e aos coristas, filhos do Rei. 

Pr. Eudes Lopes Cavalcanti