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As Reuniões da Igreja

 


Deus, segundo o seu eterno propósito, instituiu a Igreja, que é o conjunto de salvos, que se reúnem sob a liderança dos ministros que o Senhor estabeleceu, para cultuar, edificar-se mutuamente e proclamar o Evangelho.
Ainda segundo o seu propósito, Deus decidiu por graça e misericórdia se fazer presente através do Espírito Santo nas reuniões do seu povo. “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” Mateus 18.20. Se Deus se faz presente em todas as reuniões que o seu povo realiza em seu nome, essas reuniões se revestem de especial importância para aqueles que professam o nome de Jesus, pelo simples fato de que o Deus Todo-poderoso está no meio da Igreja. A Bíblia diz que, na presença do Senhor há abundância de alegria.
No Antigo Testamento Deus instituiu as festividades israelitas (Festa da Páscoa, dos Pães Asmos, de Pentecostes, dos Tabernáculos, Dia da Expiação,...), que tinham a finalidade de adoração a Deus e da confraternização entre o povo de Deus. Essas festividades em sua grande maioria eram realizadas no templo em Jerusalém para onde convergiam as famílias dos israelitas para cultuar juntos a Deus. Essas convocações se revestiam de grande importância para a nação de Israel pois a mantinha unida e sob a benção de Deus – eram as santas convocações do Senhor.
Quando a nossa Igreja se reuniu, em algum momento de sua historia, e definiu os dias de culto onde Deus seria adorado em espírito e em verdade, essas reuniões tornaram-se extremamente valiosas e passaram a contar com a Augusta presença do Senhor. O próprio Deus decidiu se fazer presente naqueles momentos em que o seu povo se reúne para adorá-lo ou para tratar de assuntos de interesse de sua Igreja, conforme se extrai do texto citado de Mateus 18.20. Segundo a revelação divina, o Deus da Bíblia é o Deus transcendente e ao mesmo tempo imanente. Como transcendente Deus habita fora do contexto humano, nos céus, noutra esfera de vida. Como imanente ele se faz presente no universo material que criou e mui especialmente na vida daqueles que são seus filhos (A Igreja) e no meio deles. “... Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo” 2 Coríntios 6.16.
O Salmista Davi tanto compreendia essa verdade que em certa ocasião exclamou: “Alegrei-me quando me disseram: vamos a Casa do Senhor” Salmo 122.1. Outro salmista disse depois de falar sobre a casa do Senhor, aonde Deus se fazia presente: “Porque vale mais um dia nos teus átrios do que, em outra parte, mil. Preferiria está a porta da casa do meu Deus a habitar nas tendas da impiedade” Salmo 84.10. Uma mulher chamada Ana, no Novo Testamento, também compreendia a importância de estar presente na casa do Senhor, nos seus cultos, pois, apesar da avançada idade (84 anos), não se afastava do tempo, freqüentando todas as suas reuniões, de dia e de noite, servindo a Deus em jejuns e orações (Lucas 2.36-38). E nós irmãos como estamos vendo o assunto? Continuaremos negligenciando os cultos da Igreja ou nos posicionaremos como os irmãos antigos? Reflitamos nisso!